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Melhores práticas para a gestão de resposta a incidentes

Melhores práticas para a gestão de resposta a incidentes

Uma gestão sofisticada de resposta a incidentes permite reagir de forma eficaz, conter as consequências e aumentar continuamente a segurança. Como os riscos são altos, trata-se de uma área crítica que exige uma abordagem altamente organizada e coordenada. As práticas a seguir ajudam você a gerenciar incidentes com sucesso.

O que é a gestão de resposta a incidentes?

A gestão de resposta a incidentes é um processo estruturado para identificar, analisar, conter, resolver e acompanhar incidentes de segurança da informação. O objetivo é reduzir os danos potenciais e restaurar as operações normais o mais rápido possível.

A resposta a incidentes é uma parte essencial da segurança da informação e da gestão de riscos. Ela pode ser aplicada em casos de infecção por malware, ataques de phishing, eventos de segurança, vazamentos de dados ou problemas relacionados à segurança física.

Quem é responsável pela gestão de resposta a incidentes?

O responsável principal costuma ser o incident handler (analista de incidentes). Ele é quem atua diretamente na contenção e mitigação dos incidentes de segurança.

Esse profissional coordena o trabalho dos especialistas em cibersegurança, define e documenta os papéis de cada envolvido e também é responsável pelos canais de comunicação. Ao exercer essa função, é essencial seguir boas práticas, normas técnicas e exigências legais.

Além disso, outras funções são importantes na gestão de um incidente, como:

  1. A Equipe de Resposta a Incidentes (IRT) ou o Time de Resposta a Incidentes de Segurança da Informação (CSIRT), com responsabilidade operacional.
  2. O Chief Information Security Officer (CISO), com responsabilidade estratégica.
  3. Os membros da equipe de ITSM, que oferecem suporte no tratamento de incidentes não relacionados à segurança (como falhas de sistema), geralmente sob a liderança do Incident Manager.
  4. Os Security Operations Centers (SOCs), quando aplicável.
  5. E, se necessário, empresas especializadas em análise forense e resposta a incidentes.

Quais são as fases da gestão de resposta a incidentes de segurança?

A resposta a incidentes não deve ser uma reação espontânea e desorganizada a uma crise. Ela deve seguir um processo claro e padronizado. Esse processo abrange todas as etapas necessárias e reduz os riscos de forma eficaz.

As fases do processo de resposta a incidentes incluem:

  1. Preparação: As ferramentas e os processos necessários devem estar implementados. Treinamentos com cenários de incidentes devem preparar os colaboradores.
  2. Detecção e Análise: Avalia-se em que medida um evento configura um incidente, e isso é comunicado e documentado.
  3. Confinamento: Os responsáveis isolam o malware e evitam sua propagação. Também analisam as causas do incidente.
  4. Erradicação: A equipe de resposta a incidentes remove a ameaça, limpa os sistemas afetados e elimina a causa.
  5. Recuperação: Após serem corrigidos e considerados confiáveis novamente, os sistemas retornam à operação normal.
  6. Lições aprendidas (acompanhamento): A equipe analisa todo o processo, documenta-o e inicia ações de melhoria.

Melhores práticas

Para responder a incidentes de forma eficaz e reduzir danos, é fundamental usar as práticas corretas de maneira organizada.

A seguir está uma visão geral das melhores práticas mais importantes. A experiência mostra que elas podem melhorar significativamente a gestão de incidentes de segurança.

#1 Crie um Plano de Resposta a Incidentes (IRP)

Um bom plano de resposta a incidentes ajuda as equipes a lidarem com problemas de maneira eficaz e também previne consequências negativas graves. Quem já possui um plano assim tem uma grande vantagem. Muitas empresas ainda não têm procedimentos definidos para lidar com incidentes.

Esse plano deveria ser obrigatório, especialmente em infraestruturas críticas ou quando se lida com dados sensíveis.

Um plano de resposta a incidentes deve definir claramente como agir diante de diferentes tipos de incidentes. Ele deve se basear em diretrizes e processos. Isso inclui definição de papéis e responsabilidades, além de caminhos de escalonamento que determinam quem executa cada tarefa em caso de emergência.

#2 Use ferramentas de forma orquestrada

Muitas equipes de segurança se sentem sobrecarregadas pela falta de comunicação entre a crescente variedade de ferramentas de cibersegurança. Isso resulta em interrupções no tráfego da rede, atritos e atrasos na resposta. A falta de integração e interoperabilidade tem se mostrado especialmente crítica.

Uma solução possível é o uso de software SOAR (Security Orchestration, Automation and Response), como o STORM. Esse tipo de software conecta diferentes ferramentas por meio de interfaces. Ele permite coletar dados quase em tempo real e contribui para o estabelecimento de automações de processos.

O uso de software SOAR é uma forma extremamente profissional e eficaz de obter uma visão abrangente e agir com eficiência. Além do SOAR, os seguintes sistemas também são utilizados na gestão de resposta a incidentes:

  • Sistemas de gerenciamento de chamados e resposta a incidentes
  • Sistemas SIEM (Gerenciamento de Eventos e Informações de Segurança)
  • Sistemas EDR (Detecção e Resposta em Endpoints)
  • Ferramentas de colaboração
  • Sistemas NDR (Detecção e Resposta em Redes)
  • Ferramentas forenses
  • Plataformas de Inteligência contra Ameaças (TIPs)
  • Soluções de backup e recuperação

#3 Uso estratégico da IA

Sistemas de segurança com inteligência artificial conseguem detectar anomalias mais rapidamente, responder de forma proativa e promissora, e até prever possíveis incidentes de segurança.

Infelizmente, os cibercriminosos também utilizam IA para encontrar novas formas de ataque. Ataques que fazem uso de tecnologias baseadas em IA geram custos consideráveis para as organizações afetadas, que precisam lidar constantemente com os riscos e corrigir os incidentes. Quando uma organização não adota IA, corre o risco de ficar para trás e se tornar um alvo fácil.

A IA não deve substituir a automação básica, a boa integração entre ferramentas ou o trabalho em equipe dentro da organização. Afinal, até mesmo esses recursos aparentemente simples podem gerar economias significativas de tempo.

Um ponto é certo: antes de implementar IA de forma ampla, as empresas devem primeiro automatizar tarefas rotineiras e demoradas, pois isso já pode reduzir consideravelmente a carga de trabalho das equipes de segurança.

#4 Colocar as equipes/colaboradores no centro

As melhores soluções e ferramentas de TI — por si só — não garantem uma resposta bem-sucedida a incidentes. Além de orquestrar o uso das ferramentas e estabelecer processos claros e direcionados, as organizações precisam formar equipes competentes.

É altamente recomendável que as empresas estruturem bem suas equipes e as preparem para situações de emergência. Isso inclui treinamentos regulares, como exercícios simulados e treinamentos de conscientização. Esses treinamentos ajudam os colaboradores a identificar e relatar rapidamente atividades suspeitas.

As organizações também devem desenvolver estratégias eficazes para lidar com extorsões de atacantes. Aspectos legais e regras de conduta bem definidas são especialmente importantes nesses casos.

#5 Combinar cibersegurança com ITSM

O gerenciamento de incidentes é uma disciplina do ITSM. No entanto, muitas vezes as equipes de cibersegurança atuam de forma independente das equipes de ITSM.

Quando ambas trabalham juntas — por exemplo, na proteção dos serviços de TI — conseguem aumentar a conscientização sobre segurança. Isso contribui para uma melhor prevenção de ameaças. E ambas são fundamentais para uma gestão eficaz da resposta a incidentes.

Na prática, porém, especialistas em cibersegurança raramente colaboram com as equipes de ITSM. É nesse ponto que as empresas precisam fomentar uma troca mais ativa e promover projetos conjuntos para gerar competência real dentro das equipes.

#6 Praticar uma comunicação de crise clara

A comunicação cria transparência e confiança, evita boatos e é extremamente importante também por exigências legais e regulatórias. De um lado, ela precisa viabilizar uma resposta funcional ao incidente. Do outro, deve fornecer informações tanto para os diretamente quanto para os indiretamente afetados.

É recomendável estabelecer processos padronizados e previamente definidos para acelerar a comunicação. Esses processos devem indicar quais grupos de pessoas devem ser informados, quando informar e em que grau de detalhamento. Também devem prever atualizações de status e registros posteriores com a resolução dos incidentes.

#7 Documentação / registro

Após o trabalho intenso — e muitas vezes estressante — de lidar com um incidente de segurança, ainda resta uma tarefa crucial: documentá-lo. Todas as etapas e decisões tomadas em relação ao incidente devem ser registradas de forma completa.

Documentar o incidente permite aplicar os aprendizados a situações futuras, otimizar os procedimentos e implementar proteções mais eficazes. Fatores legais também podem estar envolvidos, especialmente em casos de danos significativos.

De modo geral, uma análise pós-incidente se mostra extremamente importante para melhorar os processos correspondentes.

#8 Melhoria contínua

A melhoria contínua não é apenas uma prática essencial nos processos do ITIL®, mas também faz sentido sob diversos aspectos. Os responsáveis devem revisar o plano de resposta a incidentes pelo menos uma vez por ano — e também atualizá-lo sempre que houver um incidente de grande impacto, se necessário.

Feedbacks, revisões e registros gerados durante a gestão de incidentes são especialmente valiosos. Ao integrar esses aprendizados nos processos e sistemas adequados, a resposta se torna cada vez mais rápida e eficaz.

Conclusão: a gestão de resposta a incidentes exige continuidade

As ações corretas de resposta a incidentes protegem as empresas contra danos sérios em situações de emergência. Um gerenciamento de segurança bem-sucedido envolve definir e praticar, com antecedência, as atividades, etapas e práticas adequadas.

A resposta a incidentes deve ser um processo contínuo — e não algo caótico que acontece apenas durante a crise. Um bom plano é essencial para uma resposta eficaz.

Como ativos importantes e até a reputação da empresa frequentemente estão em risco, os responsáveis devem dedicar atenção à gestão de incidentes. Também devem adotar as melhores práticas que se adequem à realidade da organização. Soluções de software para orquestração, programas de conscientização dos colaboradores e processos maduros oferecem valor sustentável no longo prazo.

Saiba como o OTRS pode ajudar você na gestão de resposta a incidentes.